Sábado, 22 de Outubro: hoje era dia de aventura. Já há muito tempo que falávamos em subir o Véu da Noiva e ‘descobrir’ o Lombinho Seiçal, onde, segundo dizem, se encontra a génese da freguesia do Seixal, ou pelo menos ali terão vivido os seus primeiros habitantes.
Saímos do Funchal à hora habitual, seguindo em direcção a São Vicente, para uma breve paragem antes de rumarmos até ao Seixal. O Véu da Noiva continuava pujante, ou não fosse a Ribeira de João Delgado uma das mais importantes desta zona. Embora a vereda que nos permite subir por detrás da aguagem que se precipita no mar esteja em muito mau estado na parte inicial, lá nos fizemos à aventura, pois o esforço é sempre compensado pelas belezas que se podem apreciar.
Íngreme, assim se pode caracterizar todo o passeio. Perigoso será um outro adjectivo que não lhe fica mal. Soberba, assim deverá ser classificada a sua beleza, pois muitos são os recantos, as lagoas e as aguagens, as árvores e os pássaros que nos despertam a atenção e nos fazem ficar com vontade de ir um pouco mais além.
Se a primeira parte, até às ruínas das antigas habitações do Lombinho Seiçal, foi complicada, com alguns abismos a fazerem toda a diferença, a segunda parte não foi muito melhor, antes pelo contrário. As ribanceiras não davam tréguas e o trilho parecia desaparecer constantemente. Mas não desistimos e levámos as nossas intenções por diante: queríamos chegar è Vereda do Entaladouro. Não foi nada simples, mas depois de algumas hesitações conseguimos lá chegar.
Já em terreno conhecido, optámos por seguir em direcção aos Caldeirões, para, um pouco antes, subirmos para a Vereda do Compressor, que nos havia de levar até à Terra Chã. Para ‘aliviar’ as pernas, lá descemos até ao Chão da Ribeira. Mais uma aventura bastante intensa e surpreendente.
Seixal – Véu da Noiva – Lombinho Seiçal – Ribeira João Delgado – Vereda do Entaladouro – Vereda do Compressor – Terra Chã – Chão da Ribeira
Domingo, 23 de Outubro de 2011
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